26.4.09

Falando em Leblon, de Petrópolis

A coluna Estilo da Iesa Rodrigues divulgou a chegada da Kats, que veio de Petrópolis. A loja serve chocolates, chás e muffins salgados. Coraçõezinhos com recheio de brigadeiro custam R$ 120 o kg. O endereço é na esquina da Ataulfo de Paiva com Afrânio de Melo Franco. 

E por falar em Petrópolis, no sábado (25)  estivemos no Castelinho Barão de Itaipava para o lançamento da Abrasel Petrópolis. O local foi recém-reformado e voltará a alugar para festas. Imponente, todo de pedra, com torres, mármores e apenas há pouco mais de uma hora do Rio. Estimula a imaginação para quem gosta de viajar em histórias de príncipes e princesas e castelos mal assombrados. 

Ficamos imagiando como seria um super festa com um projeto de iluminação incrível naquele lugar perdido, díficil de encontrar, sem placas de indicação e mal iluminado. Uma aventura, mas que vale apena depois que, finalmente, encontra-se o lugar.

O Castelo do Barão fica em uma entradinha despretenciosa à direita com uma suspeita ponte de madeira, estilo aquelas sebes em construções medievaise, e estradinha de terra batida, que por não ter luz suficiente, não se sabe como acessar o castelo. Tem acesso pela BR 40 também, mas quando saímos por essa passagem, pareceu ser quase secreta também. 


Mapa gourmet do paparazzi

Hoje, a Revista Domingo JB fez uma matéria sobre a rotina dos paparazzi, que podem ganhar de R$ 150 a R$ 5 mil por uma boa foto de celebridade. No Rio, esse grupo de fotógrafos já mapeou os locais aonde os famosos circulam. E, claro, eles também comem. Por isso, dos oito pontos estratégicos, cinco são em resturantes. Na rota gourmet dos flash estão Celeiro, Sushi Leblon, Pizzaria Guanabara, Diagonal e Garcia e Rodrigues. 

Os cinco ficam no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, bairro onde estão as melhores casas da cidade. Dois na calçada da fama Dias Ferreira (Sushi e Celeiro); dois na Ataulfo de Paiva (Guanabara e Garcia & Rodrigues); e um na Aristides Espínola (Diagonal). 

Aracajé da bacalhau

A chef Carla Pernambuco apresenta neste domingo, dia 26, a receita de Acarajé de Bacalhau, na feira Lisbon Fish & Flavors. Ela é a única representante do Brasil, entre mais de 26 chefs internacionais. Carla criou receitas à base de peixe e frutos do mar para o evento, organizado pela Associação de Turismo e a Câmara Municipal de Lisboa. Coluna Ana Ramalho (JB).

24.4.09

Gatos e gastronomia

Esta semana a antropóloga Hilaine  Yccoub escreveu um artigo para o Informativo Malagueta sobre o gosto alimentar dos gatos. E percebemos que há uma identificação com o assunto. Quem tem gatos, sabe que eles têm personalidade e gostos próprios, sim. Os felinos são ótimos gourmets, com faro apurado e paladar exigente. Vamos explorar mais esse assunto no Informativo. 

Para complementar o assunto "gato e gastronomia", hoje acabei de ler no blog Marketing na Cozinha uma notícia interessante. Um café em Tóquio, no Japão, está alugando os felinos para servir de companhia à clientela solitária. Desde 2007, o Calico permite a presença desses animais. Atento ao público amante de gatos, a casa agora oferece 20 opções de amigos, que sai cerca de R$ 20,00 por hora, segundo o Weird Asia News. Quem não tem animal de estimação poderá se supreender com o companheirismo dos gatos. 

Chocolate, um doce pecado



A Fundação Biblioteca Nacional promove na próxima terça-feira, dia 28, um debate sobre Chocolate. Os convidados para esse delicioso encontro são os professores Enrique Renteria (PUC-RIO) e Georgina Santos (UFF). A entrada é franca e começa a partir das 16h. O endereço é Rua México S/N, Centro. Imperdível pelo tema e pelos debatedores. 

23.4.09

Arquiteto de botequim

Arnóbio Barros é o arquiteto dos botequins cariocas. Ele assina projetos arrumadinhos para os pés-limpos que pipocam pela cidade. Na lista atual constam o Bar Cabidinho, em Botafogo, redes Belmonte, Planeta do Chopp, Diagonal, Petisco da Vila e o Cantinho do Leblon (está em obras e ressurgirá numa versão pop na Dias Ferreira).

Em cada projeto ele cobra cerca de R$ 10 mil e sua proposta e diz que busca o "resgate do botequim dos anos 30". Detalhes como azulejinho e ladrilho hidráulico fazem parte da arquietura de boteco.

No Cabidinho, por exemplo, ele misturou a estética das antigas com a modernidade do grafite. O desenho assinado por Zeca Pontes - de um homem com calcinha na cabeça, abraçado a uma mulher nua comendo sanudíche - é uma das atrações da casa. Gente Boa (O Globo).

É mais um segmento deste mercado fantástico de alimentação, que abarca diversas áreas do conhecimento. E cada vez o setor exige especialização de profissionais como Barros.

Devassa bluetooth

A Devassa inaugura no dia 1 de maio sua rede bluetooth. O sistema enviará mensagens de texto convidadndo a clientela a acessar seu conteúdo. haverá de replays de gols a clipes e jogos. O investimento foi de R$ 80 mil. Economia & Cia (O Globo). A cervejaria e rede de botequins vai inaugurar nova filial na Aníbal de Mendonça, em Ipanema.

Abrigo subterrâneo abastecido

Dois quiosques do Leme tiveram o subsolo integrados num inédito lounge subterrâneo. Tem sofá, banheiro, ar refrigerado, música e sushi. Abrigo em condições agradáveis para se refugiar. Notícia do Gente Boa (O Globo)

Casa do Saber para gourmets

André Urani (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade) e Luciano Pessina (Osteria dell' Angolo) vão lançar uma espécie de Casa de Saber do B, regado à comida italiana e debates. Será sempre às segundas, dia 27, no restaurante em Ipanema. Vamos conferir!

Máquina para fazer


A culinária japonesa está cada vez mais popular em casa. Cursos e apretechos dão a oportunidade do gourmet experimentar o ofício de sushiman. Agora, os alemães lançaram um novo utensílio para deixar a tarefa de preparar sushis mais fácil, se é que isso é possível e sem desmerecer essa arte. É uma mistura de máquina de macarrão com enrolador de cigarros. O estúdio alemão Osko + Deichmann inventou o "Sushi Roller". Pelo passo- a-passo parece prático fazer rolinhos regulares de makimonos.


Fonte: Bem Legaus

21.4.09

Cozinha com design




Não basta saber cozinhar, tem que ter as ferramentas, ou melhor, os utensílios certos. E quanto mais design, melhor. Afinal, a comida precisa do recurso estético para despertar o apetite. A Applica Salton está trazendo a marca inglesa Russell Hobbs, que cria eletrodomésticos diferenciados como a torradeira Glass Line. Entre as funções, descongela pães e permite optar pelo mais branquinho ou mais torrado. Por R$ 430,00

Mc Donald's sem palavras


A pressão dos consumidores engajados com um estilo de vida saudável provocou mudanças de estratégias no Mc Donald's. Desde novembro de 2008, os restaurantes dos EUA e Inglaterra receberam novas embalagens com design sofistiticado e textos explicativos. O Brasil será o primeiro país da América Latina a receber a novidade. Até 2010, o layout estará em todos os 118 países onde a rede atua. Entre as frases "não existe nada igual" ou "sem palavras para descrever".

Fonte: Negocios & Cia (O Globo)

Gourmandisses da Flo de Sal

O chef Isaías Nerires, que trabalhou anos com a chef Flávia Quaresma, lançou uma linha de gourmandisses com a assinatura Flor de Sal. Hoje, ele também comanda a cozinha do Parador Lumiar. Entre as delícias, chutneys de manga, geléia de ruibarbo, bolinho de abobrinha com azeite de oliva ou amanteigados. Os telefones são 2266-6584 ou 9487-5937.

Fonte: Caderno Ela (O Globo)

Paulistas no Rio

Apenas neste primeiro semestre, dois novos paulistas anunciaram sua chegada à cidade. O primeiro é a tradicional Pizzaria Camelo e, agora, o Galeto's (galeteria chique), que serve franguinhos dessossados com risoto há 38 anos em 11 lojas de SP. O local escolhido será a Barra da Tijuca, que tem recebido filiais dos melhores restaurantes do Rio.

Fonte: Gente Boa, O Globo

A volta do coador de pano

Economia e nostalgia estão influenciando hábitos de consumo. O consumidor colocou em uso novamente o velho coador de café. Em março, as vendas desse artigo subiram 33% (contra março de 2007) na Limpano, fabricante do produto. No acumulado do ano a venda dos coadores à moda antiga dispararam em 20%. Para muitos, o utensílio é a melhor maneira de se preparar café. Lembra casa de vó, fazenda e tempo para uma boa prosa.

Fonte: Valor Econômico

Continental lança cooktop


Cozinhar é um show e para o artista quanto mais produção no espetáculo, mais chance tem de surpreender sua platéia. A Continental, que faz fogões há 60 anos, lança pela primeira vez um cooktop. A campanha publicitária ficou em R$ 5 milhões. O preço está interessante. A versão com vidro temperado e quatro queimadores custa: R$ 500.

A progaganda entrou no ar esta semana. O marido está filmando a esposa cozinhando no "fogão". Ela corrige o companheiro dizendo que é um cooktop.

Educação alimentar infantil

As escolhas alimentares dos pequenos comensais de hoje podem interferir na qualidade da alimentação no futuro. Educar os paladares mais jovens é uma tarefa imporante, dentro do contexto segurança alimentar e tradições culturais. Para ampliar os gosto da garotada e incentivá-la a buscar novos sabores, o Pão de Açúcar e a Ibraf (Instituto Brasileiro de Frutas) realizam campanha em 20 lojas de São Paulo.

Promotoras vão propor brincadeiras com várias frutas para incentivar o consumo. A expectativa é aumentar as vendas em 30% até 23 de abril. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a média de consumo de frutas de um adulto é de 100kg por ano, mas aqui não chega a 62kg.

O Movimento Slow Food tem projetos fortes na área de educação alimentar infantil. A chef Teresa Corção, presidente do Instituto Maniva, promove oficinas com tapioca e atividades chamadas Arca dos Sentidos, tema de programa do Canal Futura.

Fonte: Valor Econômico

Radical chic na cozinha

Miguel Paiva está com o pé na cozinha. O criador de Radical Chic está escrevendo uma peça sobre o tadicional restaurante Fiorentina, durante o período da década de 60. E, em pareceria com a Cut Design, acaba de lançar uma linha de utensílios da Radical Chique em metal.

A linha inclui porta-guardanapos, pegadores de gelo, mexedor de suco e cafezinho. Os produdos estão à venda no Mercado de Supérfulos (Estrada Bernardo Coutinho, 1655, Araras, (24) 2225-0505. Sex. a dom., 10h/22h).

Fonte: Caderno Ela (O Globo)

6.8.08

Tá hora do Recreio!



O simples está na moda. Privilégio para poucos que talvez não experimentaram a modernidade da vida urbana mas, nem por isso, deixaram de inspirar tendências de consumo. A simplicidade agora é luxo. Tive a oportunidade de visitar um desses redutos sossegados, livres de tecnologias como celular, internet e até televisão. É um alívio para a acelerada rotina dispensar esses aparatos. Eu e meu marido, o Fernando, fomos convidados pelo casal de amigos Ricardo e Raquel para conhecer a cidadezinha mineira de Recreio, que preserva essa simplicidade com fartura e autenticidade. Com pouco mais de 10 mil habitantes, Recreio – ao contrário de sua xará carioca – dá preferência ao trânsito de pessoas. Pelas poucas ruas de paralelepípedo cruzamos com gente, cavalos e jumentos. Bastou algumas voltas na típica cidade cenográfica para conhecer o roteiro dos apetitosos programas em Recreio. Os amigos nos avisaram que a principal atração seria a comida. Como adoramos aventuras gastronômicas, embarcamos famintos.

Fomos recebidos por nossos anfitriões, Eliane e Luiz, com “comida mineira de verdade”, avisaram. No menu, carne de panela, batatas coradas, arroz e um feijão acolhedor. Pela recepção já sabíamos que os próximos dias seriam de fartura à mesa e de refrigério para o corpo. As opções de lazer foram substituídas pelas opções de comer. Na padaria da Mara provamos um rocambole de doce de leite com jeito mineiro, aquele que parece que foi feito na sua casa pela sua mãe. Isso sem contar o pé de moleque, fresquinho e crocante. Ficamos fregueses em apenas um final de semana. Foi Mara! (como diria o seu Ladir, da série global Toma Lá da Cá).

No roteiro, provamos uma combinação provocante: aipim com torresmo. Sem reservas. Sem frescuras. Sem dietas. Preferimos não pensar em colesterol. Poderia estragar o nosso Recreio. E era tudo que não podia acontecer. Estávamos famintos, interessados em conhecer pela boca a cidadezinha acolhedora. Adoramos o aipim com torresmo. Repetimos a porção no dia seguinte. A pele crocante, dourada e enrugada, estalava a cada mordida. Era um convite tentador. Não deu para resistir. Afinal de contas, não encontro esse torresmo em qualquer lugar. Estava no Recreio, tinha que aproveitar.

Ah, também comemos churros. Adoro churros, mas sempre fico receosa de comer nas barraquinhas do Rio. Matei as saudades. Era um dos lanches prediletos no recreio escolar. Ainda conheci o cachorro-quente mineiro, feito com carne moída. Aprovado. Assim como o doce de batata doce, o de abóbora e o cajuzinho. Tudo feito em casa com muito amor. Foi de dar água na boca o papo que ouvi de duas senhoras sobre a versatilidade da nata, que els acumulam do leite fresco. Biscoito, manteiga, bolo, pão. Tentei pegar alguma receita, mas sem sucesso. “O leite que você consome não tem nata. Não dá para fazer as receitas”, ouvi de uma delas. Tá certo. Nem insisti. Fiquei só na vontade.

Um dos programas mais interessantes foi o açougue suíno do seu Vilder. Há 25 anos no ofício que aprendeu com pai, ele prepara diariamente lingüiças , bacon, presunto, lombo defumado, paio e choriço. Tudo artesanal. Todos os dias o porco chega de Cataguases para o matadouro de Recreio. Depois o bicho é destrinchado com maestria por Vilder, que tem clientela certa e ainda recebe encomendas do Rio e de São Paulo. Ele aproveita porco inteiro. Transforma o bicho em versões deliciosas. Nada fica sub-utilizado. Ele vende até um kit feijoada, apreciado e disputado pelas donas de casa para colocar no feijão.

O movimento no açougue é frenético. Fiz minha encomenda antes de chegar na cidade porque corria o risco de não ter linguiça, já que era época de feira agropecuária. Uma das lingüiças é temperada com noz moscada e pimenta malagueta. Adorei. Para preparar, fogo baixo e paciência. Vale a pena. Deliciosamente fresca, saborosa, tenra, com o gosto acentuado do pernil. Vilder contou que produz 150 kg por semana para atender a demanda. O trabalho é feito pacientemente por ele e pelo seu filho, Bruno. E mesmo passando o dia produzindo co-produtos do porco, ele diz que não enjoa. É porco de manhã, de tarde e de noite.

O banquete encerrou no domingo com um suculento churrasco de porco, claro. Um sabor exclusivo, mineiro mesmo. Toda essa atmosfera, que combina fartura à mesa com hospitalidade, nos fez sentir em casa. De verdade. Prova disso foi a noite de sono tranqüila. Em Recreio, o tempo passou mais devagar, bem slow. Adoramos a familiaridade, a comilança, a simplicidade, o apreço. A comida foi o lazer, o centro do convívio e do prazer. Não faltou assunto, receita e sugestõs para experimentar. Teremos que deixar para a próxima viagem. Na bagagem, além das linguiças, carré e bacon, trouxemos para o Rio manteiga, ovo caipira e doces. A celebração do simples tem complexidade e distinção. Só quem tem sensibilidade (inclusive gastronômica) é capaz de se encantar com o aconchego de uma mesa bem posta. O Recreio foi divertidíssimo. Pena que tocou o sinal.

20.7.08

Aquele que sabe compartilhar o pão




Companheiro é aquele que compartilha o pão. Aquele com que se tem prazer em sentar à mesa. Aquele com quem se quer viver em comunhão. Viver em comunhão é compartilhar. O símbolo da comunhão foi instituído por Jesus Cristo ao eleger a mesa o lugar dos amigos; e o menu, vinho e pão.

Como é bom ter amigos para compartilhar o pão nosso de cada dia, as alegrias e as tristezas. Como é bom ter com quem dividir uma boa notícia. Ou ao contrário, quando alguma surpresa desagradável bate à porta. Amigo até debaixo d’água. Amigo que sabe dividir, justamente, uma porção de batatas-fritas. Que não faz “judaria” na hora partilhar a última fatia de pizza. Que é capaz de partir ao meio o último brigadeiro.

Ter um amigo assim é uma dádiva. Se você tem mais de um, considere-se um privilegiado. O rei Salomão reconheceu em muitos dos seus versos a importância de se ter um amigo. “Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho ideal” (Provérbios 27:9). Para Salomão, há doçura no conselho do amigo. E confesso que não há nada mais delicioso do que se refugiar numa acolhedora sobremesa. Da mesma forma que um docinho faz bem., o amigo sincero, mesmo quando fala palavras duras, é doce como uma torta de morango ou um sorvete de chocolate.

Hoje é o Dia Internacional do Amigo. E sou grata a Deus pelos amigos que tenho. Amigos para compartilhar o pão. Amigos onde encontro doçura em seus conselhos. Amigos que tem prazer em sentar à mesa e celebrar a amizade, que nos fazem reconhecer o amor, o cuidado e a grandeza de Deus. Impossível não se sentir protegido por Deus quando se tem um amigo.